PLÍNIO CAMILLO

Plínio Preto

 

Nasci em 26 de novembro de 1960.

Aos três anos descobri que as letras tinham significados. Aos cinco, a interrogação. Aos nove, não era sintético. Aos doze, quis ser metonímia. Aos quinze, conquistei a exclamação. Aos dezessete, vi os morfemas. Aos dezoito, foi liberado do tiro de guerra, virei perifrase . Aos vinte, estava no palco. Aos vinte e dois, me vi como um advérbio. Aos vinte e cinco, desenredei a Linguística. Aos vinte e sete, redescobri o eufemismo. Aos trinta, a e a onomatopeia.  Aos trinta e dois, melhorei a minha caligrafia. Aos trinta e cinco, recebi o maior presente: aquela que me trouxe a felicidade. Aos trinta e seis, não morri, como ameaçava  o anacoluto. Aos quarenta, desvendei uma ligeira maturidade e ironia.  Aos quarenta e cinco, recebi o prazer de viver no adujunto adverbial de companhia. Aos quarenta e sete abreviei o meu discurso. Com um pouco mais de cinquenta anos, uso óculos para atender telefone e me divirto escrevendo.

 Outros blogues:

Outras Vozes – http://negrosoutrasvozes.wordpress.com/

Coração Peludo – http://cervejaerua.wordpress.com/

O Namorado do papai ronca – http://pliniocamillo.wordpress.com

Por gentileza: comente

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s