Conto de Natal

presentes de natal 3

Comojequenão! Que a paz e a compreensão reinem em nossos corações neste Natal e no Ano Novo que se aproxima. Boas Festas! Cair como ladrão de banco tudo bem…Como jequetripador vão judiar de mim. Nunca! Natal época de felicidade e tranqulidades Pensemos na paz e harminia dos povos. Pego? Ainda mais em dia de natal. Só morto. Cerca. Alta. Tenho de conseguir. Tô pregado, meu! Bom Natal, um feliz ano novo, muito amor e paz para você e toda sua família. Muro. Dando uma de periscópio: nenhum magarefe na altura da vista. Tô fodido, meu! Que nesta noite especial de Natal todos os seus sonhos se realizem. Muro. Pregar nele! Encher a caixa e correr “com as tripas na mão”. Tô zicado, meu! Natal: tempo em que nasce nos homens, sentimentos bons e fraternos. Bafo pegou a caminhada com um dos sobrinhos do “trairunha de fome”: local sem ninguém! Casa abastada, sem alarme. Já conhecia, cansei de filar boia lá e de tomar carcada sem merecer. “Mamão com açúcar”. Mas mesmo assim entramos: eu, Bafo e Mancha de máscaras e  “pisando em brasas”. Sem nenhum pio, armas em punho. Flagramos o familião todo na sala Paz na Terra pede o sino. Alegre a cantar, abençoe Deus menino neste nosso lar! Preparando para o amigo secreto! Fiquei pluto com o Bafo: pegou a letra errada! Escalação: ele, a namorada bunduda, os dois sobrinhos “cuspidos e escarrados” e uma meninota de saia curta e pernas tortas. Acho que o meu antigo “chegado” me reconheceu, mas nada disse. Nem quando mandei ajoelhar e chutei no peito do dele para impor respeito. Dei uma bruta coronhada no Bafo para “aprender a cantar no tom”. Hoje a noite é bela. Juntos eu e ela, vamos à capela. Felizes a rezar. Caralho! Muro mais alto que pensei. Chão. Boca sangrando. Perdi a arma no escuro. Deixa quieto! Jeque nunca, meu! Toca o sino pequenino, Sino de Belém! O mulheril começou a gritar. Mancha torceu o braço de um dos moleques para “dar um arroz” no pessoal. O outro ficou num canto rezando. Deve ser o que entregou o recado, traira como o tio!! Todos ficam pianinho. É Natal, é Natal, vamos sem demora. O tratante começa a chorar e diz que faz qualquer coisa para que a gente não machucar ele: covardão do caralho! Já tava injuriado e o patife oferece a meninota para a gente parar. Digo não. Bafo diz sim e corre fazer barba, cabelo e bigode com ela na mesa da ceia. Eu,vidrado no pilantrão e ele nem pisca. A bunduda chora, o torcido geme, outro reza e o Mancha gargalha. Bafo se acaba na guria: “Tá servido, chefe?” Covardia. Menina nova dá problema! Maldito rato! Vontade de estourar a cabeça deste bicho! O sino gemeu e a gente ficou feliz a rezar. Rua livre! Já dá para andar como cidadão. Tô suave meu! Noite de paz! Noite de amor! Ariranha pra mim se mata com tiro, mais agora depois do que a Glória me fez passar. Todo mundo falava que tinha que andar direito, fazer os meus trabalhos, acompanhar os meus parceiros, ser gentil, aguentar a sabedoria do pilantrão, o nervosismo do outro: ser o pateta da turma. Tentei. Mandei uma sentença para a Glória, que aceitou de pronto. Logo veio com aquele lero-lero de que era só minha e não tinha zica nenhuma que não segurasse comigo. Fui na confiança: pegou filho. Quero ser de bem mas tudo só foi “teia de ilusões”. Viagens para cima e para baixo, e a “boca pequena” me contava que ela estava “costurando para fora” com o Gastão. Investiguei para garantir a minha moral. Havia tempos nem olhava pra ela. Tava arrependido de ter me deixado laçar. Corria da perereca. Gostava mesmo era de fazer com o meu “sobrinho”, o Giba. Quero ver você não chorar, não olhar pra trás e nem se arrepender do que faz. Rua deserta. Feliz Natal para todos. Tô livre, meu! Que o natal existe, que ninguém é triste e no mundo há sempre amor. Peguei no flagra ela “dando o rabicó” no sofá de casa. Segurei a ira. Fui me abrir com os chegados, sabichão e nervosinho. Que riam de mim. Pensam que sou um pateta?! Na consideração, chamei o rabicozeiro para um parlatório. Ele foi sincero, disse que ela que o cercou dizendo que o maridão, o pateta aqui, não dava conta. Agradeci, apertei a mão dele e cortei o pilantra ao meio. Já a traidora, comi ela na porrada “ bati com um gato morto até que miou”. Apanhou até pôr o filho para fora e eu poder seguir a minha trilha. Na raiva da Gloria, no ódio do rato: picotei a meninota à bala, quase sobrou um pertardos para o Bafo, triscou na cabecinha. Esculachei todos e sai para a vida. Deixei a raiva sair e fiquei com sede! Então é Natal e o que a gente fez? Peraí: Casal esquisito vindo em minha direção. “Sangue nos olhos e faca nos dentes” mas vou deixar passar. Feliz Natal! Que se fodam!  Pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel. Sangria, ponche, sidra e até água: o meu sangue não amainou. Chamei o moleque de braço torcido para uma conversinha. Não consegui ver o rezador. Dando a canção, levei o moleque para um quarto e arrombei gostoso. Rachei o danado trocando umas ideias de moral. Abati com uma esganadura e beijinhos. Bunda de hominho é saborosa! Ia fatiar  o dono da birosca quando o Bafo e Mancha disseram que o outro moleque fugiu e chamou a policia. Casa cercada. Cada um por si. Dei uns tiros na porta da frente, um na cabeça do Bafo e outro nas pernas do Mancha. Fugi por onde entramos. De repente nunca mais esperaremos… hoje a noite é jovem; da morte, apenas nascemos, imensamente. Passa um homem por mim e me “deu um amargor”. Como jeque num posso cair! Os caras me cercam. Mãos levantadas e tapa na cara. Deusmelivreperdãosenhorsoutrabalhadorsoubandidonãosenhordesculpasenhorviunãofuieunãopeloamordedeusnãosenhornãosenhorpelamordedeusnãosenhor. Comojequenão?!? Hoje é natal, num é?

 

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