22. Louco Amor

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Desde que o viu saindo do consultório de um proctologista, Tânia o persegue. Internet, secretárias e suborno, descobriu que ele mora sozinho, tem dois filhos e sabe cozinhar muito bem, principalmente peixes. Na vigilância, fuçando no lixo e seguindo desvendou que é formado em administração, trabalha no Inss e tem gases comendo chicória. Tânia o espreitava: a chefe dele, que o mandou para a parte administrativa, ela esganou no banheiro e nos programas policiais deu como suicídio, a chefe era depressiva. Tânia o espionava: o vizinho de cima que fazia barulho as cinco da manhã, ela , à traição, quebrou as duas pernas, apareceu como assalto seguido tentativa de homicídio. Tânia o cuidava: a moça que não quis sair com ele, apanhou até quebrar a omoplata e sugeriram que foi um ex namorado dela que não agüentou a rejeição. Tânia conseguiu ser uma “velha amiga e confidente” da irmã dele. Com a ex-mulher, sócia em uma padaria sem glúten e com a prima querida, parceira de tênis de mesa. Ele somente a notou quando a mãe o apresentou a “um doce de pessoa”: Tânia. Esta se controlou. Não se rendeu, mesmo quando acordou e o encontrou nu em sua cama: tentadoramente intumescido. Para disfarçar, Tânia registrou um boletim de ocorrência contra ele e também, na Vara da Família, pediu uma medida cautelar.

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