NA MORTE

Two-Women

Na morte, ela me esquece.

Não era para ser assim. Eu a amo. Pensei que me amasse.

Que me amou.

Ela me tirou de uma vida medíocre em que fatalmente seria, namoradinha, noiva, mãezona e que morreria de infarto sem a visita dos filhos ou dos netos

Ela me conduziu por dentro de mim mesma.

Levou pela mão.

Pelos pés

Pela boca.

Na morte, a gente esquece.

Com a minha família houve a doce incompreensão.

A vitoriosa decepção que não seria o que eles imaginavam.

Eu não sou o que me imaginava.

Depois da felicidade

Um dia chegou mais tarde, irritada, sem querer ser tocada.

Noutro chegou muito mais tarde.

Em outro não chegou.

Voltou pedindo uma conversa séria.

Falou dos desejos, de flores, de santas e de um novo amor.

Na morte, não esquece.

Pedi para ficar.

Pedi para não deixar eu ir.

Meu anjo se vai!!

Deixou na minha morte.

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